Construir um campo de luta na FEMEH

Recentemente o Brasil foi chacoalhado por diversas mobilizações de massas ocorridas nos meses de junho e inicio de julho. Um traço marcante das mesmas foi uma “crise de representatividade” que os sociólogos da Globo não conseguiram explicar. O fato é que durante uma década, o movimento sindical, estudantil e popular sofreu com o freio governista, que sob a justificativa de garantir a governabilidade do PT na presidência, freou lutas, desorganizou a base e levou os sindicatos que já estavam integrados a esfera do Estado, ao imobilismo. Nesta década o povo não ficou parado e permaneceu em lutas, mas, sempre encontrando a crise de direção e de organização. Crise de direção, pois há décadas está hegemonizado pelo governismo do PCdoB e PT e em menor escala pelo reformismo de PSTU e PSOL. Crise de organização, pois está viciado nas práticas legadas pela hegemonia governista e reformista: métodos de decisão de cúpula, parlamentarismo, legalismo, imediatismo, dependência financeira do governo que impedem o desenvolvimento da luta de base e o protagonismo estudantil na tomada de suas decisões.

A consequência desta década de hegemonia governista foi o rechaço da base a qualquer símbolo legalista. Tanto foi que os alvos do povo sempre foram bancos, propriedades públicas que representam o poder de Estado e a história de exploração. A negação ao legalismo foi tanta que sobrou para os partidos burgueses (que disputam as eleições burguesas) onde bandeiras do PT foram atacadas, não porque o povo seja de direita, mas porque cansou de ser explorado por quem antes dizia defende-lo. O mês de junho, portanto, explicitou a crise de direção e de organização do movimento de massas no Brasil.

O movimento estudantil, assim como todos os movimentos de massas, sofre hoje com as ofensivas governistas. Esse avanço governista tem por objetivo recuperar as entidades perdidas no decorrer dos governos PT (Lula e Dilma). E no Movimento Estudantil de História (MEH) não é diferente.

Historicamente, o bloco governista no ME sempre foi a UNE, dirigida pela UJS (PCdoB) desde sua refundação. Atualmente, após o constante desgaste político destes setores, ficou difícil se manterem como ponta-de-lança do governo no movimento estudantil. Para desempenhar esta função, foi escolhido outro “novo” setor, o Levante Popular da Juventude (LPJ), impulsionado pela Consulta Popular (braço externo do PT), que leva aos estudantes um suposto “novo” modo de fazer movimento estudantil: festivo, despolitizado, por vezes combativo, mas de orientação legalista e governista, opondo-se por completo aos métodos classistas.

O MEH não está isento desta conjuntura

A Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH) hoje é dirigida politicamente pelo governismo do LPJ que cumpre o papel que a UJS e a J-PT já não conseguem exercer no movimento estudantil. Sendo assim, a LPJ é a tropa de choque do governo em meio aos estudantes, uma blindagem governista nos espaços daqueles que são atacados pelo governo.

Paralelamente, temos o para-governismo da Oposição de Esquerda da UNE – OE (manobrada pelo PSOL) e a ANEL (fabricada pelo PSTU) que em outros momentos dirigiram a FEMEH, mas não apontaram uma linha anti-governista de fato. Identificamos tais setores por este conceito, pois estes, apesar de não serem o governo, defendem os mesmos métodos e bandeiras de luta que o governismo. Orientam-se para o legalismo e a festividade em detrimento da ação direta, focados no parlamentarismo estudantil – que é quando as correntes reproduzem a lógica parlamentar em nosso meio –, disputando ou negociando o controle das instâncias deliberativas e executivas do ME (CA’s, DA’s, DCE’s, etc.), que via de regra se tornam moeda de troca.

Desta forma, tais correntes vão reproduzindo a falácia parlamentar e naturalizando-a entre os estudantes, submetendo o ME à lógica eleitoral burguesa; de um lado, os estudantes destas correntes são preparados para disputar mandatos, de outro transformam as bases em currais eleitorais.

É necessário retomarmos princípios e modos de luta abandonados há algum tempo pelas correntes hegemônicas (UJS/LPJ/OE-UNE/ANEL/J-PT/UJC, etc.):

– O classismo, pois os estudantes não correspondem a um setor autonomizado dos conflitos capital x trabalho; defendemos o estudantado enquanto fração da classe trabalhadora, o estudante proletário, o trabalhador em formação, aquele que concilia trabalho e estudo ou que após terminar seus estudos irá ingressar na rotina do trabalho.

– O anti-governismo que, diferente do para-governismo e do governismo em si, não nutre ilusões em relação ao parlamento e ao legalismo burguês. É necessário, portanto, portarmo-nos sempre como a oposição ao governo em nosso meio.

Devemos sempre nos guiar pelos métodos que arrancam demandas, como ocupações de prédios públicos, paralisações das instituições de estudo e a construção da unidade entre os setores/categorias (estudantes, professores, servidores e terceirizados). Para isso, precisamos sempre ser democráticos e nos pautarmos pela construção do movimento estudantil pela base, sala por sala, construindo assembléias e sistematizando as demandas dos estudantes de nosso curso para que possamos disputá-las no nosso encontro nacional (ENEH). Neste momento, o espaço a ser contemplado deve ser o Pré-ENEH, onde discutiremos nossas pautas locais e nacionais entre os estudantes de nosso curso.

Entendemos que é importante unir os estudantes de história que têm acordo com os princípios e táticas defendidos sob um Campo de Luta na FEMEH, que ousamos chamar de FEMEH PELA BASE (pois há muito a FEMEH deixou de ser de base para ser governista). O objetivo deste campo de luta é debatermos entre os estudantes de história anti-governistas a conjuntura na qual se encontram a nossa federação e as nossas universidades, avaliar e agregar nossa força para retomarmos a FEMEH enquanto movimento das bases.

NEM GOVERNISTAS, NEM PARA-GOVERNISTAS!

CONSTRUIR A FEMEH PELA BASE!

“Contra a intolerância dos ricos, a intransigência dos pobres.

Não se deixar esmagar, não se deixar cooptar. Lutar Sempre!”

Florestan Fernandes

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Carta FEMEH PELA BASE

FEMEH PELA BASE

Aos estudantes de História de todo o Brasil,

O Movimento Estudantil de História organizado na Federação do Movimento Estudantil de História – FEMEH sofre hoje um profundo golpe a sua democracia e independência política.

No XXXI ENEH – Encontro Nacional de Estudantes de História ocorreu um CONEHI – Conselho Nacional de Entidades de História, contando com um número considerável de entidades presentes. Além de algumas questões organizativas da FEMEH, foi aprovado que o próximo CONEHI ocorreria no mês de dezembro/2012 em Pernambuco na UFPE, organizado pelo DAHISFJ – Diretório Acadêmico Francisco Julião. Os companheiros do referido DA lançaram a convocatória, mas a Coordenação Nacional achou por bem chamar uma reunião online onde propôs alterar a data do CONEHI para janeiro de modo a coincidir com o CONEB, encontro burocrático da UNE aonde as burocracias do Brasil iriam se encontrar para disputar cargos nesta entidade fantasma. Corretamente os companheiros do DAHISFJ se recusaram a alterar a data do CONEHI visto que haviam batalhado para conseguir a estrutura para a realização do conselho. Diante da negativa dos companheiros do DAHISFJ, a UFBA afirmou que teria companheiros do direito da UFPE que organizariam o CONEHI.

Na reunião online (espaço este sem nenhum poder de decisão) algumas poucas escolas se colocaram contrárias, e a CN afirmou que de acordo com o artigo 21 do estatuto da FEMEH seria possível que 20 entidades chamassem um CONEHI. Vejamos o que afirma o referido artigo:

Artigo 21º. O CONEHI se instalará no ENEH e, ordinariamente de três em três meses, sempre convocado pelo anterior ou pela assembléia geral. Na inexistência de uma convocação, por abaixo-assinado elaborado por um número não inferior a 20 (vinte) entidades de História filiados à FEMEH.[1]

O fato é que já havia um CONEHI convocado, aprovado no CONEHI ocorrido ao final do XXXI ENEH. Assim a CN atropelou a decisão das entidades reunidas em conselho em julho de 2012, utilizando-se de um espaço não deliberativo. Para completar, existe o fato deste CONEHI ter apenas 15 entidades assinando sua convocatória o que não é suficiente para a convocar um conselho.

Temos ainda outro problema. O governismo.

A CN hoje composta pela Unifesp, UFRGS e UFBA atropelaram a decisão das escolas para levar o CONEHI para o encontro da UNE, gerando vinculação e dependência da referida entidade que hoje só representa o governo em meio ao movimento estudantil. Assim, apesar de acharmos importante que ocorra os CONEHI’s, pelas razões acima citadas as entidades, coletivos e estudantes abaixo não irão compor este CONEHI que ocorrerá nos dias 19 e 20 de Janeiro de 2012.

Assinam esta carta:

CAHIS – UFMS/Campus Campo Grande.
DAHISFJ – UFPE

Coletivo Tempo de Luta – CE
Coletivo Aurora – UFPE
Coletivo Quebrando Muros – UFPR

Eduardo José de Araújo – UFPR.
Uilton Oliveira – UCSal.
Guilherme Ferraz Franco – UFG/Jataí.
Marcivon Diniz Linhares – UFG/Goiânia.
Diego Martins dos Santos – UnB.

 

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AVALIAÇÃO DO XXXI ENEH

Boletim Nacional nº 1, Outubro de 2012

AVALIAÇÃO DO COLETIVO TEMPO DE LUTA DO XXXI ENEH

O XXXI ENEH EM MEIO AOS ATAQUES NEOLIBERAIS DO GOVERNO DILMA/PT-PMDB!

Entre os dias 14/07 e 21/07 de 2012 ocorreu o XXXI ENEH – Encontro Nacional de Estudantes de História, que contou com cerca de 400 estudantes, sendo um encontro relativamente esvaziado e um tanto despolitizado. Cabe-nos então, entendermos por que isso aconteceu.

O encontro ocorreu após a não realização do ENEH em 2011. Apesar de ter sido realizado um Seminário de Formação Política – 2011, o mesmo não supriu o vácuo político motivado pela não realização do ENEH. Sendo assim, houve um esforço da Federação do Movimento Estudantil de História-FEMEH para garantir que o evento acontecesse em 2012.

O ENEH se realizou na UNIFESP-Campus Guarulhos, primeira universidade a entrar em greve estudantil com ocupação do campus em Abril por diversas demandas como a falta de estrutura da universidade, convertendo-se em vanguarda na luta estudantil que varreu as universidades Brasil afora em 2012. Os estudantes da UNIFESP foram duramente reprimidos quando ocorreu no dia 14/06 à reintegração de posse realizada de forma truculenta pela policia de Alckmin/PSDB que levou 26 estudantes como presos políticos. Paralelamente, o ANDES-SN e SINASEFE orientaram suas bases para a construção de uma importante greve no ensino federal (básico e superior) que poderia ter levando a educação a uma Greve Geral. É nesse contexto de greve e repressão que ocorreu o ENEH 2012.

No entanto, os Encontros de História, assim como muitos outros encontros estudantis, sofrem com o turismo e demais desvios que despolitizam e esvaziam os espaços mais importantes para os rumos políticos dos estudantes de História, além do fato da FEMEH ainda estar ligada organicamente ao governismo da UNE.

O GOVERNISMO NO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA

O M.E de História, assim como diversos outros cursos, sofrem diretamente os ataques do governo e ficam neutralizados pelos representantes/defensores do governo em seu meio. Temos um duplo inimigo, o governo e o governismo. No nosso caso, encontramos o Levante Popular da Juventude/Consulta Popular que em algumas mesas saiu abertamente em defesa do Governo Lula/PT, afirmando que este “havia sido muito bom para a classe trabalhadora”. Temos também a Juventude do PT/UNE que sai em defesa do governo, tentando criar a cortina de fumaça necessária para a não identificação do inimigo imediato que é o governo. Assim, este encontro demonstrou um claro controle do governismo, mas acreditamos que nossas intervenções polarizaram e trabalharemos para construir o polo anti-governista no ME de História.

A INTERVENÇÃO DO TEMPO DE LUTA NO XXXI ENEH E O COMBATE AO GOVERNISMO

Está claro a todos que Dilma/PT-PMDB se apresenta como inimiga da educação ao cortar R$ 3,1Bi(2011) e R$ 1,9Bi(2012) do orçamento para a educação e ao tentar aprovar o Plano Nacional de Educação (PNE) de caráter privatista e neoliberal. Apesar de toda essa conjuntura de ataques a educação, no XXXI ENEH não houve uma mesa para debater as greves, os cortes neoliberais e o PNE, um plano decenal para a educação. Avaliamos isso negativamente, porém tentamos suprir esta demanda convidando estudantes do povo para um debate sobre o PNE onde foi feito uma relação com as propostas do governo Lula-Dilma/PT para a educação e a participação da UBES/UNE governistas na elaboração e defesa dessas propostas.

No debate expomos nossa divergência com a campanha dos 10% do PIB para a educação encabeçada pelo governismo da UNE e pelo para-governismo da Oposição de Esquerda(O.E.) da UNE(PSOL) e ANEL, entidade estudantil que, no discurso se propõe a organizar os estudantes por fora da UNE mas, que não o faz na prática, indo sempre a reboque da mesma. Explicamos porque devemos construir uma campanha Abaixo o PNE NeoLiberal de Dilma/PT-PMDB, que coloque a centralidade na derrota do PNE e suas metas privatistas e não no seu financiamento. Participaram estudantes de Bahia, Ceará, Goiás, Basília, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná e Rondônia.

Nos GD’s de Opressões, intervimos no de negros e negras e no de mulheres, apresentando um corte classista para estes setores, diferenciando as mulheres e negros ricos dos pobres, pois estes últimos são as reais vitimas das mazelas do capitalismo. Apesar das discriminações de gênero e étnico-raciais serem anteriores ao capitalismo, este irá aprofundá-las para melhor superexplorar os trabalhadores que compõem esses segmentos. Portanto, armados com um programa classista, vemos que, combater as discriminações de gênero e étnico-raciais também é lutar contra o capitalismo. Atacamos o governo federal e seus projetos para a educação, visto que, os negros e negras já são os principais afetados pelo PROUNI, FIES, indo em geral estudar nas universidades privadas através desses projetos. O governo opta por retirar verba pública e investir na universidade privada ao invés de garantir estrutura para ampliar o numero de vagas nas universidades públicas.

No segundo dia de GD’s recebemos a informação de que a Comissão Organizadora do ENEH(COENEH) uniu todos os GD’s (Currículo, Regulamentação da profissão, Abertura dos arquivos, Pagas) em um único GD chamado  FEMEH. Isso foi negativo pois diluiu a discussão impossibilitando aqueles que tinham propostas para os eixos as apresentasse e as debatesse qualificadamente como havia sido no dia anterior. Neste momento o governismo da Consulta Popular apresentou a proposta de mudança de estatuto da FEMEH a ser levado para a plenária final. Fomos contrários e afirmamos que isto só poderia ocorrer em um congresso de base. O governismo oportunamente afirmou que “todo encontro é estatutário”. Nossa proposta de congresso claramente neutralizou o governismo evitando um possível novo ataque ao ME da História.

Assim ficou claro que a junção os GD’s em um único espaço evitou o debate de currículo, que os camaradas do Coletivo Somos Todos Nós (UERJ-Maracanã) dominavam, previa aprovar a mudança de estatuto, além de tentar neutralizar o pólo anti-governista que vinha se formando conosco do Coletivo Tempo de Luta (CTL), Coletivo Quebrando Muros-PR, Coletivo Aurora-PE e estudantes de outras localidades.

O Para-Governismo da ANEL durante quase todo Encontro pouco se manifestou. Na plenária final, diante da proposta de que a UNE não fala em nome dos estudantes em greve, e que somente o Comando Nacional de Greve Estudantil(CNGE) tem respaldo para tal, ANEL e PSOL titubearam para ir defender a proposta cabendo a um companheiro do Coletivo Tempo de Luta (CTL) fazê-lo onde este dividiu seu tempo com um militante do PSOL que reafirmou nossa proposta. Na intervenção nossa militância fez um pequeno balanço do CNGE, que este tinha muitos problemas, controlado pelo Para-Governismo do PSOL(O.E. UNE) e ANEL, mas, que este era o único órgão que representa os estudantes em greve. A maior disputa do PSOL foi à aprovação de uma moção de repúdio contra a diferenciação de preço entre homens e mulheres no Churrasco promovido por uma comissão de estudantes (CHURREH), incorrendo novamente no debate de gênero de caráter pequeno-burguês.

COMBATER A DESPOLITIZAÇÃO E A DESORGANIZAÇÃO É LUTAR CONTRA O GOVERNISMO

O XXXI ENEH apesar de uma boa programação, demonstrou alguns problemas cuja principal foi o esvaziamento das mesas, ao passo que as atividades festivas estavam sempre lotadas. Assim precisamos realizar formações politicas nos nossos locais de estudo para qualificadamente combatermos o governismo em nossas fileiras e lutar contra os ataques do governo.

É necessário construir a FEMEH através do trabalho de base, e que os estudantes que irão ao encontro o façam com caráter de delegação escolhida através dos PRÉ-ENEH’s o que pode garantir o debate necessário a politização, e poderá neutralizar o “turismo estudantil” (pessoas que vão aos encontros apenas para se divertir, que não participam de nenhum debate, gerando a despolitização e esvaziamento político do encontro). Quanto mais disciplinados e organizados os estudantes estiverem, mais proveitoso politicamente será para sua luta.

ESTUDANTES DE HISTÓRIA, É TEMPO DE LUTA!

O Tempo de Luta é um coletivo de estudantes de História, motivados pela necessidade da reorganização do Movimento Estudantil de História pela base que entenda o estudante como uma fração da classe trabalhadora na luta contra os ataques que vem sofrendo a educação, parte integrante do projeto de sociedade na lógica do neoliberalismo.

Coletivo de amplitude nacional, atualmente, contamos com coletivos em Salvador-BA e Fortaleza-CE além do apoio de estudantes de Brasília e Goiânia-GO.

Ao entender o estudante como fração da classe trabalhadora, nos diferenciamos de outras correntes que atuam no curso tanto em sua concepção como também nas formas de atuação.

Acreditamos que só a luta consegue dialogar com os (as) estudantes. Assim, solicitamos filiação a Rede Estudantil Classista e Combativa – RECC, corrente do Movimento Estudantil, por entendermos que corretamente a RECC constrói o pólo anti-governista no movimento estudantil como via de luta dos estudantes-proletários com o objetivo de armá-los com um programa classista, de base e combativo.

POR UM MOVIMENTO ESTUDANTIL CLASSISTA NA HISTÓRIA!

 JUNTE-SE AO COLETIVO ESTUDANTIL TEMPO DE LUTA!

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Surge o Coletivo Tempo de Luta!

Surge o Coletivo Tempo de Luta!

O Coletivo Tempo de Luta se organiza fazendo frente à lógica da maioria do movimento estudantil atual: combatendo as políticas educacionais que precarizam cada vez mais os estudantes-proletários, em defesa de uma leitura da história que enfatize a luta da classe trabalhadora contra a história contada pelos de cima.

O Tempo de Luta é um coletivo de intenção nacional, atualmente organiza estudantes da UFC, UVA e UCSAL realizando atividades de formação e preocupando-se com o estudo de teorias importantes à nossa luta.

A luta pela abertura dos arquivos hoje ganha grande notoriedade quando Dilma institui uma comissão da verdade de “mentirinha” que está claramente limitada impedindo que possamos enterrar nossos mortos e descobrir quem os assassinaram.

Sofremos também com o aprofundamento da precarização da educação pública o que reflete no ascenso das universidades pagas em detrimento das públicas. Estas primeiras recebem financiamento público através do PROUNI e FIES que repassa verba pública para as universidades privadas, verbas que poderiam ser utilizadas para garantir um maior número de vagas e estrutura na universidade pública. Esse quadro de precarização iniciou com o governo Collor aprofundando-se com os governos FHC, LULA e DILMA.

Temos o problema da não regulamentação da profissão de historiador e um profundo debate a ser feito com os estudantes de história e com a FEMEH sobre o caráter da regulamentação, para que esta não segregue a classe ao invés de unificá-la.

Assim, entendemos que a Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC) apresenta em seus documentos elementos que contribuem para a luta nos marcos que a apresentamos e, portanto solicitamos filiação a Rede, para que possamos engrossar as fileiras dos estudantes-proletários fazendo avançar a luta estudantil pela base, cerrando os punhos contra o sectarismo e contra o governismo, em defesa de uma história a serviço do povo.

Construir a unidade da classe trabalhadora!

Por uma História do povo que combata as políticas educacionais neoliberais!

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